
Eram meus 12anos, uma festa tinha sido preparada pro meu aniversário e muitas pessoas vieram, amigos de meus pais, parentes, seus filhos, uma convivencia social deveras irritante, não gostava muito dos meus primos e meus tios sempre me olharam de maneira estranha, havia alguns garotos convidados por minha mãe, filhos dos vizinhos e outras crianças.
Mas tenho que falar de um garoto específico, vou chama-lo de Joan, era um encrenqueiro, um bullie como hoje se diz, quando adultos não estava olhando implicava com as outras crianças, batia nelas e lhes roubava as coisas, eu via essas coisas acontecendo e disse a mim mesmo que elas não aconteceriam mais.
Deixando Joan de lado um pouco, tenho que falar de algo que aconteceu nesse aniversário em particular, um dos meus tios, que pelo menos aparentava gostar de mim, trouxe uma surpresa, disse que era algo para animar a festa, e foi quando vi pela primeira vez a visão que faria dos meus sonhos, pesadelos mas que também me daria uma grande idéia.
O que era essa surpresa, um homem, mas de uma maneira que ainda não havia visto antes, usava uma maquiagem branca em seu rosto, um grande sorriso vermelho pintado em sua boca e uma peruca também vermelha, usava roupas coloridas, mas tinha os olhos vermelhos como que alguem com muita raiva, ou que havia chorado por muito tempo, era como o chamavam um Palhaço.
Ainda me lembro de como fiquei no momento que o vi, e ainda não entendo o porque o chamavam de palhaço, suspostamente, palhaços deveriam ser pessoas que trazem alegria e riso, mas não foi isto o que vi e não é isso que ainda vejo. Eu fiquei paralisado, comecei a suar frio e ter uma serie de arrepios, era assustador, nada me deu tanto medo na minha vida, eu não via algo engraçado e não entendia as risadas, aquele homem com uma cara de demonio não era definitivamente minha idéia de engraçado.
Esse momento marcaria minha vida de uma certa forma, porque me daria a inspiração de precisava, anos mais tarde, quando vi a necessidade de uma distração, usaria o meu maior medo para causar medo em outras pessoas e ainda assim satisfazer aquela necessidade latente.
Pensando no Joan? Bem essa será uma outra estória, afinal minha primeira morte, precisa ser contada com um certo glamour e não de maneira apressada no final de um conto. Hahaahaaaaaaaaaaaaaaaaa
Um comentário:
Parece que estou lendo um roteiro de uma série conhecida Kyrian.
Muito bem escrita, e com vontade de ler mais, mas cuidado, seu alterego está muito próximo de sua realidade.
Abraços (desculpa, é uma convenção social que eu tenho que seguir...)
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