terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Joan



Cinco dias após minha festa de aniversário, tive um novo encontro com o Joan, na ocasião ele estava a bater em um garoto, pelo que me pareceu, ele havia pedido o dinheiro do lanche ao garoto e este havia negado, o menino era um novato na escola, ainda não tinha ouvido falar do Joan e por isso negou o pedido, pobre garoto, lá estava ele agora todo ensagüentado, provavelmente uns dentes quebrados e um nariz também.

Aquela aparente impunidade de Joan, que parecia não receber dos professores o devido castigo, me incomodava, e então resolvi que aquele era o último dia em que veria aquilo de novo.

Eu havia aperfeiçoado minhas técnicas de corte, com a morte de muitos animais, consegui uma desculpa, que permitia ao meu pai, me ajudar na minha Fome, sem ele desconfiar de nada, eu me “interessei” pela caça e ir caçar com meu pai, permitia que eu matasse e aperfeiçoasse minhas técnicas.

Uma outra coisa muito útil, era o fato de minha mãe ser médica, então sempre havia bisturis em casa, além do mais ela era meio que obcecada por coisas afiadas, e não havia uma só faca em casa que não cortasse, simplesmente passando ela na pele. Outro artefato que consegui e me deixou vidrado de alegria, era um calmante que minha mãe trazia do hospital, várias vezes peguei dele escondido, e testava em animais, era quase que instântaneo, mal eu aplicava e o animal caía paralisado.

Munido de todos meus acessórios necessário àquele empreendimento, fui atrás de Joan, não era difícil achá-lo, era só seguir o rastro de garotos machucados, e meninas chorando. Logo o avistei, num lugar próximo a entrada da floresta que havia na cidade, ele havia acabado de bater em um garoto que saiu chorando, estava sozinho, por algum tempo, fiquei como paralisado, sentindo o coração bater mais forte, a respiração aumentanto e a adrenalina fluindo e percorrendo todo meu corpo.

Me aproximei calmamente por trás dele, e antes que ele pudesse perceber, injetei o calmante e ele caiu, meu coração palpitava, eu já quase podia sentir, aquela sensação doce e calma, da faca cortando a carne, um som de passos e uma conversa, me despertou do meu sonho, então rapidamente arrastei Joan, floresta a dentro.

Eu sabia da existência de uma cabana, que não era visitada por ninguém a anos, mas devido a minhas incursões, acabei conseguindo um jeito de entrar e sair dela facilmente, através de um acesso por um simples e pequeno porão que ela possuía. Levei Joan para la, e o deitei em uma mesa, calmamente o amarrei e amordacei. E o esperei acordar ( a experiência com animais, me mostrou que cortá-los desmaiados, não tinha a mesma graça e beleza de quando eles estavam acordados).

Passado uns 30 minutos, Joan desperta, nos seus olhos eu podia ver o desespero de tentar entender o que estava acontecendo, não tive muita paciência de explicar, então simplesmente peguei o bisturi, e como numa aula de dissecação, fiz um pequeno corte, pouco abaixo da caixa torácica de Joan, ele começou a gemer e tentar gritar, e tentava de tudo para se soltar, mas eu já havia aprendido, muito bem como amarrar minhas vítimas.

A partir daquele corte inicial, eu lentamente desci o bisturi, até bem próximo do umbigo, a anatomia humana é muito semelhante a de outros animais, mas de alguma forma, ver os orgãos humanos era diferente, ver rins, estomâgo, pancrêas, fígado, olhos, cerebro e mais ainda aquelas gotas de rubi, que escorriam de seu corpo, era lindo.

Joan não aguentou muito tempo, acho que a dor o fez desmaiar, toda aquela valentia desapareceu em pouco tempo, juntamente com o brilho de seus olhos. Bom com o tempo, aprendi maneiras de deixar uma vítima acordada por um pouco mais de tempo e assim meu prazer era maior.

Naquele dia, testei outros instrumentos no corpo de Joan, facas, facão, e até uma pequena serra életrica que estava abandonada na cabana. Eu queria saber quais instrumentos eram melhores, quais eram mais rápidos em cortar, mais precisos, bom no final de tudo, não sobrou muito do Joan, pra contar história, o resto que sobrou, joguei num rio que passava ali perto, acreditanto que rapidamente, ou os peixes comeriam o resto que sobrou, ou então aquilo iria parar no oceano.

Pra terminar,quero só dizer que apesar da tristeza dos pais de Joan, pelo filho que desapareceu, sobre muitos aspectos a vida das crianças melhorou depois que ele se foi, ficamos um bom tempo, sem que aparecesse outro valentão pra atormentar os mais fracos. Aquilo, fez aumentar um pouco meu ego, me senti como prestando um serviço aos outros, a partir desse momento, um novo propósito surgiu dentro de mim, o de alimentar minha Fome, e ainda ajudar a melhorar a vida do resto das pessoas, limpando a comunidade de lixos que não são necessários.

Até a próxima, e vigiem estou mais próximo do que vocês imaginam.
HaHAHAHhahahahahheAHAHAHAHAAHahhaahahha

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O Nascer de uma Idéia



Eram meus 12anos, uma festa tinha sido preparada pro meu aniversário e muitas pessoas vieram, amigos de meus pais, parentes, seus filhos, uma convivencia social deveras irritante, não gostava muito dos meus primos e meus tios sempre me olharam de maneira estranha, havia alguns garotos convidados por minha mãe, filhos dos vizinhos e outras crianças.

Mas tenho que falar de um garoto específico, vou chama-lo de Joan, era um encrenqueiro, um bullie como hoje se diz, quando adultos não estava olhando implicava com as outras crianças, batia nelas e lhes roubava as coisas, eu via essas coisas acontecendo e disse a mim mesmo que elas não aconteceriam mais.

Deixando Joan de lado um pouco, tenho que falar de algo que aconteceu nesse aniversário em particular, um dos meus tios, que pelo menos aparentava gostar de mim, trouxe uma surpresa, disse que era algo para animar a festa, e foi quando vi pela primeira vez a visão que faria dos meus sonhos, pesadelos mas que também me daria uma grande idéia.

O que era essa surpresa, um homem, mas de uma maneira que ainda não havia visto antes, usava uma maquiagem branca em seu rosto, um grande sorriso vermelho pintado em sua boca e uma peruca também vermelha, usava roupas coloridas, mas tinha os olhos vermelhos como que alguem com muita raiva, ou que havia chorado por muito tempo, era como o chamavam um Palhaço.

Ainda me lembro de como fiquei no momento que o vi, e ainda não entendo o porque o chamavam de palhaço, suspostamente, palhaços deveriam ser pessoas que trazem alegria e riso, mas não foi isto o que vi e não é isso que ainda vejo. Eu fiquei paralisado, comecei a suar frio e ter uma serie de arrepios, era assustador, nada me deu tanto medo na minha vida, eu não via algo engraçado e não entendia as risadas, aquele homem com uma cara de demonio não era definitivamente minha idéia de engraçado.

Esse momento marcaria minha vida de uma certa forma, porque me daria a inspiração de precisava, anos mais tarde, quando vi a necessidade de uma distração, usaria o meu maior medo para causar medo em outras pessoas e ainda assim satisfazer aquela necessidade latente.

Pensando no Joan? Bem essa será uma outra estória, afinal minha primeira morte, precisa ser contada com um certo glamour e não de maneira apressada no final de um conto. Hahaahaaaaaaaaaaaaaaaaa

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Ínicio


Antes de qualquer coisa, acredito que tenho que começar falando da minha infância, ao contrário do que muitos podem pensar, nunca fui maltratado pelos meus pais, na verdade eles sempre foram muito gentis, sempre prontos a sastifazer minha vontades e nunca me negaram nada.

Com relação as amizades, confesso que não tinha nenhum amigo, existiam crianças que iam a minha casa e brincavam comigo, mas não eram meu amigos, na verdade eu nem gostava deles. Preferia ficar sozinho, quando fiquei mais velho, descobri que era necessário manter um círculo de pessoas próximas a mim, mesmo não havendo nenhum sentimento por elas, tenho que aparentar gostar das pessoas, isso levanta menos questionamentos sobre quem eu sou.

Bom voltando a minha pessoa, meu primeiro contato com a morte, confesso não foi dos mais poéticos, tinha meus 8anos de idade e vi um cachorro sendo atropelado, já tinha visto sangue antes é claro, mas aquele incidente, abriu meus olhos para uma nova perspectiva, aquele sangue brilhando no asfalto, aquele vermelho intenso, no momento fiquei um pouco zonzo, meio que parado no tempo até assimilar toda a cena e o conhecimento que brotava dentro de mim, naquele momento ouvi uma voz, que nunca tinha prestado atenção antes, mas que de alguma forma sempre esteve lá.

Depois disso, senti uma vontade irresistível, de ver a morte, administrada por mim mesmo, e pratiquei com vários animais diferentes, eu sentia uma sensação de estar vivo, um prazer que nunca havia sentido antes, mas com o tempo descobri que aquilo não era o suficiente, que havia a necessidade de algo mais...como posso dizer...Humano.

Mas essa é uma outra estória!!!

domingo, 10 de agosto de 2008

Apresentação

Meu nome é Kyrian, tenho 25anos, faço faculdade de história,sou filho de pais que me amaram muito e me deram tudo que eu desejava e nada do que sou é por eles terem sido pais ruins, posso me considerar uma pessoa com um grande círculo social e uma aparencia que realmente atrai as mulheres, o que para muitos parece ser um desperdício, pois não tenho nenhum interesse por elas, mas não me entenda mal, não sou o que eles costumam chamar de gay, só que essa vida social pra mim é irritante e sem sentido, não vejo o porque me envolver com as pessoas, as acho sem graça, na verdade meu único interesse nelas, é pra sustentar minha vontade.
Psiquiatras e psicológos, diriam sobre mim, que sofro do que eles costumam chamar de Sociopatia. E talvez eles tenham razão. Mas o título que acho mais apropriado para mim é o de Serial Killer.
Meu nome é Kyrian e esses são meus Contos. Espero que gostem ou não, na verdade não me importa.