Cinco dias após minha festa de aniversário, tive um novo encontro com o Joan, na ocasião ele estava a bater em um garoto, pelo que me pareceu, ele havia pedido o dinheiro do lanche ao garoto e este havia negado, o menino era um novato na escola, ainda não tinha ouvido falar do Joan e por isso negou o pedido, pobre garoto, lá estava ele agora todo ensagüentado, provavelmente uns dentes quebrados e um nariz também.
Aquela aparente impunidade de Joan, que parecia não receber dos professores o devido castigo, me incomodava, e então resolvi que aquele era o último dia em que veria aquilo de novo.
Eu havia aperfeiçoado minhas técnicas de corte, com a morte de muitos animais, consegui uma desculpa, que permitia ao meu pai, me ajudar na minha Fome, sem ele desconfiar de nada, eu me “interessei” pela caça e ir caçar com meu pai, permitia que eu matasse e aperfeiçoasse minhas técnicas.
Uma outra coisa muito útil, era o fato de minha mãe ser médica, então sempre havia bisturis em casa, além do mais ela era meio que obcecada por coisas afiadas, e não havia uma só faca em casa que não cortasse, simplesmente passando ela na pele. Outro artefato que consegui e me deixou vidrado de alegria, era um calmante que minha mãe trazia do hospital, várias vezes peguei dele escondido, e testava em animais, era quase que instântaneo, mal eu aplicava e o animal caía paralisado.
Munido de todos meus acessórios necessário àquele empreendimento, fui atrás de Joan, não era difícil achá-lo, era só seguir o rastro de garotos machucados, e meninas chorando. Logo o avistei, num lugar próximo a entrada da floresta que havia na cidade, ele havia acabado de bater em um garoto que saiu chorando, estava sozinho, por algum tempo, fiquei como paralisado, sentindo o coração bater mais forte, a respiração aumentanto e a adrenalina fluindo e percorrendo todo meu corpo.
Me aproximei calmamente por trás dele, e antes que ele pudesse perceber, injetei o calmante e ele caiu, meu coração palpitava, eu já quase podia sentir, aquela sensação doce e calma, da faca cortando a carne, um som de passos e uma conversa, me despertou do meu sonho, então rapidamente arrastei Joan, floresta a dentro.
Eu sabia da existência de uma cabana, que não era visitada por ninguém a anos, mas devido a minhas incursões, acabei conseguindo um jeito de entrar e sair dela facilmente, através de um acesso por um simples e pequeno porão que ela possuía. Levei Joan para la, e o deitei em uma mesa, calmamente o amarrei e amordacei. E o esperei acordar ( a experiência com animais, me mostrou que cortá-los desmaiados, não tinha a mesma graça e beleza de quando eles estavam acordados).
Passado uns 30 minutos, Joan desperta, nos seus olhos eu podia ver o desespero de tentar entender o que estava acontecendo, não tive muita paciência de explicar, então simplesmente peguei o bisturi, e como numa aula de dissecação, fiz um pequeno corte, pouco abaixo da caixa torácica de Joan, ele começou a gemer e tentar gritar, e tentava de tudo para se soltar, mas eu já havia aprendido, muito bem como amarrar minhas vítimas.
A partir daquele corte inicial, eu lentamente desci o bisturi, até bem próximo do umbigo, a anatomia humana é muito semelhante a de outros animais, mas de alguma forma, ver os orgãos humanos era diferente, ver rins, estomâgo, pancrêas, fígado, olhos, cerebro e mais ainda aquelas gotas de rubi, que escorriam de seu corpo, era lindo.
Joan não aguentou muito tempo, acho que a dor o fez desmaiar, toda aquela valentia desapareceu em pouco tempo, juntamente com o brilho de seus olhos. Bom com o tempo, aprendi maneiras de deixar uma vítima acordada por um pouco mais de tempo e assim meu prazer era maior.
Naquele dia, testei outros instrumentos no corpo de Joan, facas, facão, e até uma pequena serra életrica que estava abandonada na cabana. Eu queria saber quais instrumentos eram melhores, quais eram mais rápidos em cortar, mais precisos, bom no final de tudo, não sobrou muito do Joan, pra contar história, o resto que sobrou, joguei num rio que passava ali perto, acreditanto que rapidamente, ou os peixes comeriam o resto que sobrou, ou então aquilo iria parar no oceano.
Pra terminar,quero só dizer que apesar da tristeza dos pais de Joan, pelo filho que desapareceu, sobre muitos aspectos a vida das crianças melhorou depois que ele se foi, ficamos um bom tempo, sem que aparecesse outro valentão pra atormentar os mais fracos. Aquilo, fez aumentar um pouco meu ego, me senti como prestando um serviço aos outros, a partir desse momento, um novo propósito surgiu dentro de mim, o de alimentar minha Fome, e ainda ajudar a melhorar a vida do resto das pessoas, limpando a comunidade de lixos que não são necessários.
Até a próxima, e vigiem estou mais próximo do que vocês imaginam.
HaHAHAHhahahahahheAHAHAHAHAAHahhaahahha
Um comentário:
Interessante Kyrian, nem sabia que sua mãe era médica.
O final do Joan foi surpreendente, não que eu não soubesse que você faria isso, mas a maneira que fez foi bem...digamos...legal.
Com o aperfeiçoamento de suas técnicas acredito que você deve fazer coisas ainda mais legais.
Obrigada pela diversão...até a próxima.
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